Para onde pode viajar com o seu passaporte? Guia completo por nacionalidade
Em 2026, o poder dos passaportes atingiu uma diferença recorde entre os passaportes mais e menos poderosos do mundo. O ranking Henley Passport Index registou mudanças significativas: o crescimento dos passaportes asiáticos e do Médio Oriente, o enfraquecimento das posições dos EUA e do Reino Unido, bem como novas regras de entrada na Europa. Saiba mais sobre onde pode viajar com o seu passaporte e o que mudou nas regras de visto
O passaporte determina os limites da sua mobilidade. Dependendo da nacionalidade, há quem viaje sem quaisquer obstáculos burocráticos, enquanto outros são obrigados a passar por longos trâmites de obtenção de vistos. Em 2026, a diferença entre os passaportes mais e menos poderosos do mundo atingiu níveis recorde — e compreender exatamente onde o seu passaporte abre portas tornou-se uma parte essencial do planeamento de qualquer viagem.
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Por que razão os passaportes têm «poder» diferente?
Cada Estado determina autonomamente quais os cidadãos de que países têm permissão de entrada sem necessidade de visto prévio. Estas decisões dependem de vários fatores: relações diplomáticas entre os países, estabilidade económica do Estado de origem, nível de segurança e participação em organizações internacionais. O resultado é que dois passaportes — mesmo de países vizinhos — podem ter um âmbito de acesso sem visto radicalmente diferente.
O principal instrumento para avaliar o poder de um passaporte é o Henley Passport Index, que existe há duas décadas e se baseia em dados exclusivos da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O ranking abrange 199 passaportes e 227 destinos, é atualizado trimestralmente e considera apenas os passaportes comuns — sem documentos diplomáticos ou de serviço.
O poder de um passaporte é medido pelo número de países para os quais um cidadão pode entrar sem necessidade de obter um visto prévio. Isto inclui o regime de isenção de visto, o visto à chegada e o visto eletrónico (eVisa).
Sobre os países mais ricos e mais pobres da Europa em 2026 — leia aqui.
Ranking dos passaportes mais poderosos em 2026
De acordo com o Henley Passport Index (abril de 2026), os líderes da mobilidade global distribuíram-se da seguinte forma:
1.º lugar — Singapura (192 destinos). Singapura continua a dominar o ranking mundial. Este resultado reflete a política diplomática consistente do país, voltada para a expansão de acordos de isenção de vistos, bem como o alto nível de confiança da comunidade internacional nos cidadãos deste Estado.
2.º lugar — Japão, Coreia do Sul e EAU (187 destinos). Os Emirados Árabes Unidos subiram para a segunda posição do ranking, partilhando-a com duas economias asiáticas. Em 20 anos, os EAU deram um salto recorde — de 57 posições, adicionando 149 destinos sem visto.
A presença de três países não europeus entre os dois primeiros lugares atesta as mudanças globais no panorama geopolítico.
3.º lugar — Suécia (186 destinos). A Suécia é o único país na terceira posição, o que confirma o poder passaporte consistentemente elevado deste país escandinavo.
4.º lugar — Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Espanha e Suíça (185 destinos). Doze países numa única posição — uma concentração sem precedentes, que atesta a força geral dos passaportes europeus.
5.º lugar — Áustria, Grécia, Malta e Portugal (184 destinos).
6.º lugar — Hungria, Malásia, Polónia e Reino Unido (183 destinos). O passaporte britânico continua a perder posições: em 2006 ocupava o 3.º lugar no ranking, tendo agora descido para o 6.º.
10.º lugar — Islândia e Estados Unidos da América (179 destinos). Em 20 anos, o passaporte americano perdeu seis posições no ranking (do 4.º para o 10.º lugar), o que representa a terceira maior queda em magnitude, a seguir à Venezuela e a Vanuatu.
Sobre as alterações nos requisitos de visto em abril de 2026 — falamos neste artigo.
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Destinos acessíveis para as principais nacionalidades
O poder do passaporte varia significativamente consoante a região. Aqui está uma visão geral das principais nacionalidades e das suas possibilidades em 2026.
● União Europeia. Os cidadãos da maioria dos países da UE têm acesso a 181–186 destinos sem visto. Graças ao Espaço Schengen, circulam livremente entre os 27 países da UE e 4 Estados associados. Além disso, existem acordos de isenção de visto com a maioria dos países da América Latina, Ásia e Oceânia. No entanto, os passaportes de alguns países europeus fora da UE são significativamente mais fracos — em particular, a Bielorrússia ocupa apenas a 59.ª posição no ranking.
● Turquia. O passaporte turco garante acesso sem visto ou simplificado a mais de 110 países, incluindo a maioria da América Latina e da Ásia. Para viajar para países da UE e do Espaço Schengen, os turcos necessitam de visto.
● Índia. O passaporte indiano subiu 10 posições em 2026 e ocupa a 75.ª posição. Os cidadãos da Índia têm acesso sem visto prévio a cerca de 60–70 destinos, principalmente na Ásia e na África. Para viajar para a Europa, os EUA, o Canadá e a Austrália, é necessário um visto.
● China. Na última década, a China subiu 28 posições e ocupa o 59.º lugar, com acesso a 81 destinos.
Paralelamente, a China está a abrir ativamente as suas fronteiras — em dois anos, o país concedeu acesso sem visto a mais de 40 países adicionais, o que faz parte de uma estratégia de abertura diplomática.
● Países com os passaportes mais fracos. No extremo oposto do ranking encontram-se o Afeganistão (101.º lugar, 24 destinos), a Síria (100.º lugar, 26 destinos), o Iraque (99.º lugar, 29 destinos), bem como o Paquistão e o Iémen (98.º lugar, 31 destinos). A diferença entre Singapura e o Afeganistão é de 168 destinos — em 2006, essa diferença era de apenas 118.
Em que países é possível obter a cidadania em menos de 3 anos — explicámos num artigo anterior.
Desigualdade global na mobilidade
O ranking de 2026 regista uma diferença crescente entre os países mais e menos móveis. Segundo o Dr. Christian Kelin, presidente da Henley & Partners e autor do índice, os privilégios dos passaportes desempenham hoje um papel decisivo na definição das oportunidades, do nível de segurança e da participação económica dos cidadãos. A média de acesso sem visto está a aumentar, mas as vantagens da mobilidade concentram-se cada vez mais nos países economicamente poderosos e politicamente estáveis.
Esta desigualdade é ilustrada por outro indicador — o Henley Openness Index. Este avalia quantas nacionalidades cada país permite entrar sem visto. Por exemplo, os EUA permitem a entrada sem visto apenas a 46 nacionalidades (78.º lugar entre 199), enquanto a China permite a 77 nacionalidades (62.º lugar). Esta é uma das maiores disparidades do mundo entre a mobilidade de saída do passaporte e a abertura efetiva do país.
Onde é mais difícil obter a cidadania na Europa em 2026 — explicamos aqui.
Ferramentas para verificar as regras de visto
Antes de planear uma viagem, é importante verificar os requisitos atuais para entrar no país escolhido. As regras de visto mudam regularmente, por isso é arriscado basear-se na experiência de viagens anteriores ou nos conselhos de conhecidos.
A forma mais fiável de verificar é através de índices de passaportes e verificadores de vistos. Estes serviços permitem selecionar a sua nacionalidade e o país de destino e ver instantaneamente que tipo de autorização é necessária: entrada sem visto, eVisa, visto à chegada ou tramitação consular completa.
Alguns deles mostram adicionalmente o prazo máximo de permanência e os requisitos relativos ao passaporte.
Para além do tipo de visto, vale a pena prestar atenção a alguns detalhes importantes.
1. Validade do passaporte. A maioria dos países exige que o passaporte tenha validade de, pelo menos, 3 a 6 meses após a data prevista de partida.
2. Regra dos 90/180 dias, em vigor no Espaço Schengen e em várias outras regiões. A permanência está limitada a 90 dias durante qualquer período de 180 dias.
3. Vistos de trânsito. Alguns países exigem uma autorização específica mesmo para uma escala no aeroporto.
Uma fonte adicional de informação atualizada são os sites do Ministério dos Negócios Estrangeiros do país de destino e as bases de dados das companhias aéreas, que verificam os documentos dos passageiros antes do embarque. As companhias aéreas utilizam o sistema Timatic da IATA — a mesma base em que se baseiam as classificações globais de passaportes. Por isso, verificar os requisitos através do site da companhia aérea antes da partida fornece a informação mais atualizada.
Alterações em 2026 a ter em conta
O ano de 2026 traz algumas alterações significativas no sistema global de viagens.
● Lançamento do ETIAS na Europa. O Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) deverá entrar em funcionamento no quarto trimestre de 2026. O sistema abrangerá cidadãos de 59 países que atualmente viajam para o Espaço Schengen sem visto — nomeadamente os EUA, o Canadá, o Reino Unido, a Austrália e o Japão. O ETIAS prevê a apresentação de um breve pedido online e o pagamento de uma taxa de 20 euros. A autorização terá uma validade de três anos ou até ao fim da validade do passaporte. Após o lançamento do sistema, está previsto um período de transição com uma duração de cerca de seis meses, durante o qual ainda será possível viajar sem o ETIAS. O sistema tornar-se-á obrigatório aproximadamente em 2027.
● EES (Entry/Exit System). O sistema de registo de entrada e saída na UE entrou em funcionamento em outubro de 2025 e está a ser gradualmente implementado em todas as fronteiras externas do Espaço Schengen, com cobertura total prevista para abril de 2026. O EES recolhe dados biométricos (impressões digitais e imagens faciais) de todos os cidadãos de países terceiros ao atravessarem a fronteira e monitoriza automaticamente a duração da estadia. Os carimbos nos passaportes estão a ser gradualmente substituídos por registos digitais.
● Alargamento das restrições à entrada nos EUA. A partir de 1 de janeiro de 2026, os Estados Unidos introduziram restrições totais ou parciais à entrada para cidadãos de 39 países. Além disso, está a ser discutido o reforço dos requisitos no âmbito do Visa Waiver Program, o que poderá complicar as viagens sem visto para os EUA para os cidadãos dos países participantes no programa.
● Aumento do poder dos passaportes na Europa Oriental e nos Balcãs. Na última década, o maior crescimento no ranking foi registado pelo Kosovo (+38 posições), Ucrânia (+34), Sérvia (+30), Bósnia e Herzegovina (+29) e Macedónia do Norte (+27). Esta tendência está associada à integração regional e à aproximação à UE.
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Controlamos a exatidão e a pertinência das nossas informações. Por conseguinte, se detetar quaisquer erros ou discrepâncias, contacte a nossa linha direta.
Perguntas
mais frequentes
Qual será o passaporte mais poderoso do mundo em 2026?
O que é o ETIAS e quem deve solicitá-lo?
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